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Mulheres Mais Admiradas de Goiás 2015

Mulheres Mais Admiradas de Goiás 2015

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29/04/2015

Darlene Liberato: luta contra a violência doméstica

Especialista em Direito Trabalhista, a advogada é destaque no prêmio Mulheres Mais Admiradas de Goiás em 2015


Há 15 anos Darlene Liberato defende mulheres e crianças contra maus tratos e ameaças. Seu trabalho no Centro de Valorização da Mulher (Cevam) começou em 1998, com o objetivo de lutar contra a violência doméstica. Durante esse período, foram aproximadamente 300 casos atendidos. O trabalho, que é voluntário, é ressarcido pela satisfação em ver um agressor atrás das grades e o sorriso e o agradecimento vítimas. Especialista em Direito Trabalhista, a advogada é destaque no prêmio Mulheres Mais Admiradas de Goiás 2015.

Há 15 anos Darlene Liberato defende mulheres e crianças contra a violência domésticaDevido a sua trajetória, Darlene conta que precisou estudar e conhecer as leis da Família e Direito Penal. Hoje, 50% do seu trabalho é destinado ao apoio jurídico às mulheres e menores do Cevam. Apaixonada pela causa, a advogada revela que várias vezes deixa de lado casos que poderiam lhe dar rendimento financeiro maior para se dedicar ao Cevam. "Sempre digo que não sou especialista em crimes, sou especialista em dores. Entro na vida dessas pessoas, sofro com elas e quero viver o que elas vivem. É difícil me dissociar dessas meninas com quem hoje eu trabalho e, mesmo assim, acho que é um prazer e me sinto beneficiada em poder ajudar as pessoas em um país onde a lei é inoperante", afirma.

Segundo a advogada, cerca de 90% das mulheres que procuram apoio jurídico buscam a proteção. Diversas vezes, se pega brigando com suas clientes por elas dizerem que perdoaram o agressor. "Não admito que perdoem. Acho que agressão não tem perdão. O que tem acontecido é a ameaça pelos homens, as mulheres ficam com medo. Se eu pudesse levantar uma tese, diria que mulher independente profissionalmente apanha menos, porque essa mulher terá dinheiro para ir embora, poderá levar seu filho. Quanto mais dependente do homem, maior a chance de sofrer a violência por parte do parceiro", defende.

Em Goiás, os casos mais polêmicos e repercutidos nacionalmente – como a história de Mara Rúbia, que teve os olhos furados pelo marido – são advogados por Darlene Liberato. “As mulheres se sentem amparadas por uma profissional que já tem certa experiência e que está ligada a uma ONG”, relata. Ela lembra que o Cevam é uma instituição completamente independente. “O governo estadual não nos ajuda, tampouco a prefeitura. Isso porque a violência conta a mulher não dá voto. Vivemos exclusivamente de doações, matando um leão por dia”, revela.


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